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Cúpula do G20 2024 em Rio de Janeiro: Último Dia Debate Inclusão Social, Reforma Global e Sustentabilidade

Cúpula do G20 2024 em Rio de Janeiro: Último Dia Debate Inclusão Social, Reforma Global e Sustentabilidade
Jonatas Santana 19/11/24

Último Dia da Cúpula do G20 2024: Encontro de Líderes em Rio de Janeiro

O último dia da Cúpula do G20 de 2024 em Rio de Janeiro representa um momento crucial para os líderes mundiais. Este encontro reúne representantes de 19 países membros, além da União Africana e União Europeia, para debater e enfrentar desafios globais urgentes. O tema da cúpula, 'Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável', ecoa na agenda rica e variada que aborda tópicos indispensáveis como inclusão social, reforma global e sustentabilidade. A expectativa é que os líderes avaliem acordos negociados ao longo do ano e tracem estratégias robustas para mitigar questões globais.

Um dos tópicos mais críticos em discussão é a erradicação da fome mundial até 2030. Num mundo onde ainda muitos enfrentam insegurança alimentar, esta meta se torna uma prioridade moral e prática. O G20, como um dos fóruns internacionais mais influentes, está em posição de impulsionar políticas que podem promover mudanças significativas. A agenda busca incitar governos a adotar medidas que, de fato, tenham um impacto tangível nas vidas das pessoas mais vulneráveis.

Desafios de Inclusão Social e Reforma Global

Desafios de Inclusão Social e Reforma Global

A inclusão social emerge como um dos principais tópicos da agenda. Em tempos de crescente desigualdade global, a necessidade de integrar políticas sociais que garantam acesso equitativo a recursos econômicos e sociais se torna cada vez mais premente. A cúpula visa mobilizar esforços conjuntos para desenvolver estratégias que possam reduzir disparidades e promover justiça social em escala global.

Paralelamente, a reforma global é outro ponto focal significativo. Os líderes discutirão a reformulação das estruturas de governança global de modo a torná-las mais representativas e eficazes. Isso inclui a transformação de instituições financeiras internacionais para garantir que as vozes das nações em desenvolvimento sejam ouvidas e levadas em consideração nas tomadas de decisão.

Sustentabilidade no Centro das Preocupações

Sustentabilidade, um dos pilares desta cúpula, está no centro das discussões. Líderes mundiais buscam acordos que impulsionem um futuro sustentável, entendendo que o crescimento econômico não pode acontecer às custas do meio ambiente. Soluções abrangentes que envolvem energia renovável, redução de emissões de carbono e conservação dos recursos naturais são debatidas com vigor.

Através de uma série de reuniões e grupos de trabalho ao longo do ano, as nações envolvidas têm colaborado em iniciativas que possam ser traduzidas em políticas concretas e ações efetivas, visando sobretudo o impacto positivo nas alterações climáticas.

Transição de Presidência e Continuidade de Esforços

Transição de Presidência e Continuidade de Esforços

Um momento simbólico da cúpula será a transição da presidência do G20 do Brasil para a África do Sul. Esta passagem não é apenas uma formalidade diplomática, mas marca a continuidade dos esforços cooperativos essenciais para a implementação das políticas discutidas na cúpula. A colaboração entre o Brasil, Índia e África do Sul - como parte do sistema de troika do G20 - exemplifica essa dinâmica de transição fluida e colaboração contínua.

Esta cúpula, no entanto, não está sem suas ausências, notavelmente as dos presidentes da Rússia, China e México. Ainda que a presença física desses líderes não se faça sentir, espera-se que as suas nações continuem a desempenhar papéis vitais no cenário global. A dinâmica política e econômica global está mudando, e é essencial que todos os países participantes trabalhem em direção a resoluções que beneficiem a humanidade como um todo.

Contribuições dos Grupos de Trabalho

Os numerosos encontros de grupos de trabalho e forças-tarefa realizados ao longo do ano reforçam a natureza multifacetada das discussões. Distribuídos pelas cinco regiões do Brasil, esses encontros garantiram uma abordagem abrangente das questões em pauta. O trabalho desses grupos permitiu uma troca intensa de ideias e melhor entendimento sobre como implementar soluções práticas perante os desafios identificados.

À medida que a cúpula chega ao seu término, a expectativa é que as decisões acordadas serão não apenas promessas no papel, mas sim catalisadoras de mudanças significativas e duradouras. A esperança é que o caminho traçado aqui no Rio de Janeiro em 2024 guie o cenário internacional em direção a um futuro mais justo e sustentável para todos.

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Comentários

  • Yael -
    Yael -
    20.11.2024

    Isso aqui é o tipo de coisa que a gente precisa ver mais vezes, sério! Ninguém pode mais fingir que fome é problema de outro país, a gente tá todos conectados nessa merda.


  • Joarez Miranda
    Joarez Miranda
    21.11.2024

    Essa transição para a África do Sul é mais do que simbólica. É um sinal de que o mundo está começando a entender que o centro de poder precisa se mover, e não só girar em torno dos mesmos nomes.


  • Gustavo Candelária
    Gustavo Candelária
    22.11.2024

    Brasil sediando o G20 e ainda tem gente reclamando da segurança


  • gabriel miranda da silva
    gabriel miranda da silva
    22.11.2024

    ai sim, o brasil ta no centro do mundo, agora é só esperar os EUA nao mandar o fbi investigar a gente por "interferencia"


  • Luciano Oliveira Daniel
    Luciano Oliveira Daniel
    24.11.2024

    Se a gente realmente quer erradicar a fome, precisa parar de gastar bilhões em armas e começar a investir em agricultura familiar, escolas nas periferias e redes de distribuição que não dependem de corrupção. Isso aqui é bonitinho no papel, mas onde estão os orçamentos? Onde estão os contratos assinados? Ninguém vai comer discurso.

    Os grupos de trabalho fizeram um ótimo trabalho, mas sem pressão popular, tudo vira relatório que ninguém lê. O povo tá cansado de promessas vazias.

    Quem acha que o G20 é só um encontro de ricos com gravata? Tá errado. É o único lugar onde países em desenvolvimento conseguem falar alto sem serem ignorados. E isso é poder real.

    A reforma do FMI e do Banco Mundial não é utopia, é urgência. Se o Brasil e a África do Sul não botarem o pé no acelerador agora, vai ser tarde demais.

    Quem tá no topo do mundo não sente o cheiro da fome. Mas nós sentimos. E não vamos deixar esse momento passar em branco.

    Se a China e a Rússia não vieram, ótimo. A gente não precisa deles para fazer o que é certo. A gente já tem a América Latina, a África, a Índia, o Sul global. E isso é mais do que suficiente.

    Quem fala em sustentabilidade e não fala em justiça social tá mentindo. Não adianta plantar árvores se as pessoas não têm o que comer.

    Essa cúpula não foi sobre diplomacia. Foi sobre sobrevivência.

    Se a gente não transformar esse acordo em lei nacional, em orçamento público, em fiscalização, então tudo isso foi só teatro.

    Quem acha que o povo não está acompanhando? Está. E vai cobrar. Cada voto, cada protesto, cada meme, cada post. A gente não esquece.

    Se o Brasil quer ser líder, não pode só sediar. Tem que liderar. E liderar é fazer o que é difícil, não o que é bonito para a foto.

    Essa é a nossa chance. Não vamos deixar passar.


  • Francis Li
    Francis Li
    24.11.2024

    Com a transição da presidência para a África do Sul, estamos assistindo à emergência de uma nova arquitetura geopolítica, onde a troika BRICS-Afro-Latin é capaz de desafiar a hegemonia do Consenso de Washington. A descolonização das instituições multilaterais é um processo não linear, mas irreversível - e o G20 Rio 2024 foi o marco epistemológico dessa mudança de paradigma.

    A agenda de inclusão social, quando articulada com os pilares da economia circular e da soberania alimentar, configura uma nova matriz de desenvolvimento que transcende o modelo neoliberal. A lógica de mercado como única solução é obsoleta - e os países do Sul Global estão construindo alternativas concretas.

    A ausência de líderes como Xi e Putin não é uma fragilidade, mas uma oportunidade para a construção de um multilateralismo autônomo, não subordinado às rivalidades hegemônicas. O foco está no coletivo, não no individualismo estatal.

    A sustentabilidade, entendida como equilíbrio ecológico, social e econômico, exige uma redefinição do PIB como indicador de progresso. A felicidade interna bruta, a economia do cuidado e o direito à terra são novas métricas que começam a emergir.

    Essa cúpula não foi um evento. Foi um ato de resistência civilizacional.


  • Mauro Cabral
    Mauro Cabral
    26.11.2024

    Claro, claro. O Brasil sediando o G20 e agora todo mundo acha que somos os salvadores da humanidade. Enquanto isso, o lixo tá acumulando na porta da minha casa, a escola do meu filho tá caindo aos pedaços e o governo ainda tá gastando 300 milhões com cerimônia de troca de bandeira.

    Quem acha que isso muda a vida de alguém? É só um show para os turistas e os jornalistas da CNN. A fome não vai embora porque um presidente falou bonito. Ela vai embora quando o povo tem dinheiro no bolso - não quando tem um discurso bonito no palco.

    Essa tal de sustentabilidade? Cadê o dinheiro pra limpar o Guanabara? Cadê o plano pra acabar com a fome no Nordeste? Cadê os contratos públicos transparentes? Ah, tá, tudo isso é "complexo". Só o discurso é fácil.

    Se eu fosse o povo, eu não agradecia. Eu exigia. E não me venha com "vamos construir juntos". Construir com quem? Com quem tá roubando?


  • Vanessa Laframboise
    Vanessa Laframboise
    27.11.2024

    Se vocês acham que isso é só discurso, então vocês não estão olhando direito. O que acontece aqui é o começo de algo maior. É o momento em que o Sul Global decide que não vai mais esperar permissão pra existir. A fome não é um acidente. É um projeto. E a gente tá aqui pra desmontar ele.

    Quem acha que a África do Sul não tem capacidade pra liderar? Eles já têm os projetos prontos. Eles já têm as comunidades organizadas. O que falta é o financiamento - e isso a gente pode mudar.

    Essa cúpula não foi feita pra agradar os EUA. Foi feita pra agradar os que estão com fome. Os que não têm acesso à água. Os que não têm direito à educação. Eles não estavam no palco. Mas estavam em cada palavra, em cada proposta, em cada silêncio.

    Se você não sente isso, é porque nunca teve fome. E eu não te julgo. Mas não me diga que isso não é importante.


  • Preta Petit
    Preta Petit
    29.11.2024

    tem gente q diz q isso é tudo verdade mas eu acho q o g20 é uma armadilha da ocu... e os ricos ta usando a fome pra criar um novo sistema de controle... e o brasil ta sendo usado... e o clima ta mudando por causa dos chips nos celulares... e os avioes q fazem rastro no ceu sao pra espalhar veneno... e a fome é só pra nos deixar mais submissos... e o presidente ta sendo controlado por aliens... eu vi no tiktok


  • Felipe Fragoso
    Felipe Fragoso
    30.11.2024

    Essa cena no Rio... a gente tá vivendo um filme de ficção científica, mas real. Líderes do mundo todo, discutindo o futuro da humanidade... e a gente aqui, no meio disso, com o sol batendo no mar, o cheiro de churrasco no ar, e o povo cantando no morro.

    Isso aqui não é política. É poesia. É resistência. É Brasil.

    Se isso não te der vontade de chorar, você tá vivo errado.


  • Rodrigo Bita
    Rodrigo Bita
    30.11.2024

    Essa cúpula foi tipo um festival de ideias com direito a música, comida boa e um monte de gente séria falando coisas que a gente nunca ouviu antes - mas que, no fundo, é só o que o povo já tá vivendo há décadas: lutar pra sobreviver, mesmo sem apoio.

    É tipo quando você vê um cara na rua comendo pão com manteiga e dizendo que tá bem, mas você sabe que ele tá com fome. Aí você dá um pouco do seu. E aí o mundo todo vê e começa a fazer o mesmo.

    Não é magia. É só humanidade.


  • Camila Undurraga
    Camila Undurraga
    1.12.2024

    Se o G20 quer ser relevante, precisa de mais mulheres nas mesas de decisão. Mais negros. Mais indígenas. Mais jovens. Não mais presidentes com gravata. Precisa de quem tá na linha de frente. Eles não estão aqui porque não foram convidados. Eles estão aqui porque não precisam de convite pra serem ouvidos.

    Essa é a reforma que importa.


  • Bruno Bê
    Bruno Bê
    2.12.2024

    Que bela ilusão. O Brasil sediando o G20 e achando que isso o torna uma potência. Enquanto isso, o país quebra, a educação desmorona, a saúde é um caos, e os ricos continuam roubando. Essa cúpula foi só um espetáculo para os estrangeiros. O povo brasileiro não tem fome? Ele tem. Mas ninguém quer ver. Só querem fotos bonitas com bandeiras.

    Essa tal de sustentabilidade? Onde está o plano para acabar com a poluição do Tietê? Onde está o investimento em saneamento? Não é só discurso. É negligência. E isso é crime.

    Quem acha que o G20 muda algo? Então vá morar em uma favela e volte me contar.


  • Heitor Melo
    Heitor Melo
    3.12.2024

    Eu fiquei pensando: e se a gente parasse de pensar em países e começasse a pensar em pessoas? Se a fome não é um problema do Haiti, mas de uma mãe em São Paulo que não tem como dar comida ao filho? Se a desigualdade não é um número no relatório, mas a filha que não vai à escola porque precisa cuidar dos irmãos?

    Essa cúpula falou de sistemas. Mas os sistemas são feitos de pessoas. E é nelas que a mudança realmente acontece.

    Se a gente quer um mundo justo, precisa começar por aqui. Por cada gesto de empatia. Por cada voz que se levanta. Por cada um que não desiste.


  • Willian Wendos
    Willian Wendos
    3.12.2024

    É curioso como a gente vive em um mundo onde a ciência sabe exatamente como acabar com a fome, mas a política ainda não decidiu se quer. A tecnologia existe. Os recursos existem. O conhecimento existe. O que falta é vontade. Não de governos. De nós.

    Se a gente realmente acredita em justiça, então não podemos mais aceitar que alguém morra de fome enquanto o mundo gasta bilhões em armas. Isso não é economia. É moralidade.

    Se a sustentabilidade é um pilar, então o pilar não pode ser só verde. Precisa ser justo. Precisa ser humano.

    Essa cúpula não foi sobre acordos. Foi sobre escolhas. E a humanidade está sendo testada.

    Estamos à altura?


  • VICTOR muniz
    VICTOR muniz
    5.12.2024

    Brasil sediando o G20 e ainda tem que aguentar esses esquerdistas falando de fome e igualdade. A gente tem que pensar no Brasil primeiro. O que é isso? Um encontro de marxistas com o apoio da ONU? O povo brasileiro quer segurança, emprego e ordem. Não essa merda de ideologia globalista

    Se quiserem ajudar os pobres, façam isso aqui, não no palco do G20

    China e Rússia não vieram porque sabem que isso é uma farsa

    Brasil não é palco do mundo. É país


  • Joarez Miranda
    Joarez Miranda
    6.12.2024

    Luciano, você tem razão. Mas o que acontece quando o discurso vira ação? Quando o orçamento público realmente muda? Quando o que foi prometido no Rio vira lei em São Paulo, em Belém, em Recife?

    É aí que a gente vê o verdadeiro teste.


  • Luciano Oliveira Daniel
    Luciano Oliveira Daniel
    8.12.2024

    Exatamente. E é por isso que a pressão popular é o único motor que funciona. O governo não muda por bonzinho. Muda porque a gente faz barulho. Porque a gente vai às ruas. Porque a gente vota com consciência. Porque a gente não esquece.

    Essa cúpula foi o começo. A luta é agora.


  • Pedro Cardoso
    Pedro Cardoso
    9.12.2024

    Se o Brasil quer ser líder, que comece por aqui: garantir que cada criança tenha comida na escola. Isso é o primeiro passo. O resto é consequência.


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