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Alan Patrick reconhece falta de protagonismo e eliminação humilhante do Inter na Libertadores

Alan Patrick reconhece falta de protagonismo e eliminação humilhante do Inter na Libertadores
Jonatas Santana 25/11/25

Na noite de 21 de agosto de 2025, o Sport Club Internacional viu sua temporada continental se encerrar de forma amarga. Derrotado por Clube de Regatas do Flamengo por 2 a 0 no Estádio José Pinheiro Borda (Beira-Rio), em Porto Alegre, o Inter foi eliminado da Copa Libertadores com um placar agregado de 3 a 0 — após perder por 1 a 0 na primeira partida, no Maracanã, uma semana antes. O capitão Alan Patrick da Silva Santos, de 32 anos, não escondeu a frustração. "Faltou assumir o protagonismo. Não conseguimos ter a bola, criar oportunidades, impor nosso jogo. O Flamengo foi melhor, ponto final", disse ele, em entrevista ao Globo Esporte, com o estádio ainda cheio de gritos de desaprovação. E não foi só o resultado: foi a forma. O Inter, campeão brasileiro em 2024, foi superado em todos os aspectos. Nada de pressão, nada de criatividade, nada de coragem. Só silêncio. E o pior? Foi a terceira derrota consecutiva para o Flamengo em apenas duas semanas. Antes, já haviam caído na Copa do Brasil para o Fluminense, em 7 de agosto, no mesmo Maracanã. A sensação é de que algo quebrou. E ninguém quer ignorar isso.

"A responsabilidade é de todos"

Alan Patrick, que veste a braçadeira de capitão desde 2023, não apontou dedos. Não culpou o técnico, nem a arbitragem, nem a torcida. "A responsabilidade é de todos", afirmou, com a voz embargada. E foi mais além: "É dolorida a eliminação. Queríamos dar outro resultado para o nosso torcedor. Não conseguimos. Passou quem foi melhor." Essa humildade, rara em momentos de crise, foi o que mais chamou atenção. Enquanto muitos jogadores se escondem atrás de desculpas, ele encarou o espelho. E o reflexo não era bonito. O Inter não só perdeu a bola — perdeu a identidade. Em casa, no Beira-Rio, onde costuma ser temido, o time jogou como se tivesse medo de errar. E isso, no futebol moderno, é um suicídio. O Flamengo, por outro lado, foi implacável. Comandado por um sistema tático apertado e uma transição rápida, aproveitou cada erro, cada hesitação. E o Inter? Ficou parado. Sem direção.

Consequências que vão além da Libertadores

A eliminação custou caro — literalmente. O Inter deixou de receber cerca de R$ 25 milhões em prêmios da Libertadores, impactando diretamente o orçamento de 2025, que era de R$ 420 milhões. Mas o dano não é só financeiro. O clube, fundado em 1909, enfrenta sua primeira eliminação precoce na competição desde 2019, interrompendo uma sequência de quatro quartas de final consecutivas. Isso é histórico. E doloroso para uma torcida de 14 milhões de pessoas, que esperava algo mais. Nos últimos 15 jogos contra clubes do Rio, o Inter perdeu sete — e as três contra o Flamengo em 2025 foram todas por 1 a 0. É um padrão. Um ciclo. E agora, com o time em 12º lugar no Brasileirão, com 24 pontos, apenas cinco acima da zona de rebaixamento, a pressão cresce. O próximo jogo? Contra o Ceará, no Castelão, em Fortaleza, no sábado, 23 de agosto, às 21h30. Sem tempo para lamentar. Sem tempo para respirar.

O que vem depois da crise?

O que vem depois da crise?

A diretoria, chefiada por Marcelo Méndez desde janeiro de 2023, convocou uma reunião de emergência para 22 de agosto, no Parque Gigante, em Eldorado do Sul. O foco? Não é só o técnico Abel Ferreira, nomeado em junho — embora ele já esteja sob fogo. É o grupo inteiro. A filosofia de jogo. A preparação mental. A liderança. Alan Patrick, que chegou do Santos em 2022 por €3,5 milhões, é agora o principal porta-voz da renovação. "Precisamos buscar o equilíbrio que esse grupo já mostrou ser capaz de alcançar", disse ele. Mas será que ainda existe esse equilíbrio? A equipe, avaliada em €87,3 milhões pela Transfermarkt, tem talento — mas falta caráter. Falta garra. Falta vontade de sofrer. E isso não se compra. Se constrói. Nos treinos. Nos jogos. Nas horas difíceis.

Reação da torcida e o peso da expectativa

As vaias no Beira-Rio não foram só de frustração. Foram de traição. Milhares de torcedores deixaram o estádio antes do fim. Mas 12.347 permaneceram até o apito final — uma demonstração de lealdade rara. Nas redes sociais, os comentários eram de dor. "Não é falta de técnica, é falta de alma", escreveu um torcedor. Outro, mais direto: "O Inter está perdendo a alma do futebol." E ele tem razão. O clube que foi campeão da Libertadores em 2006, que fez história com jogadores como Dida, Ronaldo Fenômeno e Dario, hoje parece um time sem rumo. Sem referência. Sem líder. Alan Patrick tenta ser esse líder. Mas não pode fazer sozinho. A torcida espera mais. E o futebol, como sempre, não perdoa.

O que muda agora?

O que muda agora?

Na sexta-feira, 22 de agosto, às 10h, a equipe embarca em um voo da LATAM (LA4521) de Porto Alegre para Fortaleza. Nenhum treino na manhã do dia 23. Só mentalização. Só foco. O técnico Abel Ferreira não tem margem para erros. Se o Inter perder para o Ceará, a pressão se torna insustentável. Se vencer? Talvez haja um sopro de esperança. Mas o que realmente importa agora não é o próximo jogo. É o que vem depois. O que o Inter vai fazer para não repetir isso no ano que vem? Será que vai trocar o técnico? Reformular o elenco? Mudar a cultura? A torcida quer respostas. E não vai esperar muito.

Frequently Asked Questions

Por que a eliminação da Libertadores foi tão dura para o Inter?

Porque o Inter era o campeão brasileiro de 2024 e entrava na competição como favorito. Além disso, era a quinta participação consecutiva nas quartas de final da Libertadores — uma marca histórica. A eliminação nas oitavas, em casa, por 3 a 0, rompeu uma sequência de 10 jogos sem perder na competição desde 2022. É um retrocesso técnico e emocional.

Qual foi o impacto financeiro da eliminação?

O Inter perdeu cerca de R$ 25 milhões em prêmios da Libertadores, que incluem premiações por vitórias, classificação e participação. Isso representa quase 6% do orçamento anual de R$ 420 milhões, afetando diretamente investimentos em contratações, infraestrutura e programas de base. O clube já havia contado com esse dinheiro para equilibrar o caixa.

Alan Patrick está sob risco de ser substituído como capitão?

Não há indícios disso. Pelo contrário: sua postura após a eliminação foi elogiada pela diretoria e pela torcida. Ele foi o único jogador a assumir responsabilidade publicamente, sem desculpas. A liderança dele é vista como essencial para a recuperação do grupo. Trocá-lo agora seria um sinal de fraqueza, não de mudança.

O técnico Abel Ferreira corre risco de ser demitido?

O risco é real. Ferreira foi contratado em junho com o objetivo de conquistar títulos, e a eliminação precoce na Libertadores é um fracasso. Mas ele ainda tem apoio da diretoria, que valoriza sua experiência. A decisão dependerá do desempenho contra o Ceará e dos próximos 5 jogos do Brasileirão. Se o Inter não subir para o G-6 até setembro, a pressão será insuportável.

Por que o Inter perde tanto para times do Rio?

Desde 2024, o Inter perdeu 7 dos 15 jogos contra clubes do Rio — incluindo as três derrotas para o Flamengo em 2025. A explicação está na superioridade tática e na pressão psicológica. Times cariocas jogam com mais intensidade contra o Inter, e o time gaúcho parece se intimidar. Além disso, há uma lacuna na transição defesa-ataque, que os times do Rio exploram com precisão.

O que a torcida espera agora?

A torcida não quer apenas vitórias. Quer identidade. Quer coragem. Quer um time que jogue para ganhar, não para não perder. A expectativa é que o Inter se reencontre no Brasileirão, suba para o G-6 e mostre que ainda tem alma. Se isso não acontecer, a crise pode se estender para além de 2025 — e afetar a própria cultura do clube.

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Comentários

  • ANTONIO MENEZES SIMIN
    ANTONIO MENEZES SIMIN
    26.11.2025

    É triste, mas não surpreende... O Inter perdeu a alma, e ninguém tá disposto a encarar isso. O time joga como se tivesse medo da própria sombra. E o pior? A torcida ainda tá acreditando que vai virar o jogo com um gol de falta... Não vai. Nada vai virar se não mudar a mentalidade.


  • Inah Cunha
    Inah Cunha
    26.11.2025

    EU NÃO AGUENTOOO MAIS!!! 😭💔 O Inter tá mais perdido que eu no meu primeiro dia de faculdade... Alan Patrick tá tentando, mas um capitão não salva time sem coração. E esse time tá sem alma, sem fogo, sem NADA. Meu coração tá quebrado, e eu ainda vou ao Beira-Rio todo sábado. É loucura, mas é amor.


  • Cristiane Ribeiro
    Cristiane Ribeiro
    27.11.2025

    Essa eliminação não é só um erro técnico - é um sintoma de um problema maior. O Inter perdeu a identidade que fez dele um clube histórico: coragem, pressão, paixão. Hoje, o time joga com medo de errar, e no futebol moderno, isso é um suicídio. O Flamengo não foi melhor por acaso - ele soube explorar a insegurança do adversário. O que o Inter precisa agora? Não é novo técnico, nem novo jogador. É um líder que consiga acender a chama de novo. E isso começa nos treinos, nas conversas, nos olhares. Não no estádio. No vestiário.


  • Joseph Streit
    Joseph Streit
    28.11.2025

    Por que ninguém fala que o Abel Ferreira tá usando um sistema que não combina com o elenco? Ele quer pressão alta, transição rápida... mas nosso time não tem velocidade, nem marcação agressiva. O problema não é o capitão, é o treinador que não adaptou o jogo. E ainda tem gente que acha que ele é a salvação? Sério?


  • Nat Stat
    Nat Stat
    28.11.2025

    flamengo melhor msm... inter é lixo agora... 3x0 em casa... ta ruim demais... vamo ver se perde pro cea tambem...


  • Celso Jacinto Biboso
    Celso Jacinto Biboso
    30.11.2025

    Alan Patrick é um herói? Sério? Ele tá lá com a braçadeira mas não fez nada no campo. Tá só falando bonito na entrevista. O time é uma bagunça, e ele tá se escondendo atrás de palavras bonitas. E o técnico? O cara tá mais preocupado com o penteado dele do que com o time. Se o Inter não vencer contra o Ceará, eu mudo de time. E não tô brincando.


  • Luan Bourbon
    Luan Bourbon
    1.12.2025

    Oh, que emocionante... O capitão "humilde" reconhece que o time "não teve protagonismo"... Como se isso fosse uma descoberta de Einstein. 🙄 O Inter perdeu porque tem um elenco de jogadores que só sabe cobrar salário. E o pior? A torcida ainda acha que esse time tem "alma"... Alma? Alma é quando você joga com fome. Eles só têm fome de férias. 🤡


  • Angelique Rocha
    Angelique Rocha
    2.12.2025

    Eu não consigo ver o Inter jogar sem sentir um peso no peito. Não é só a derrota. É a ausência de algo que a gente já teve. Aquela vibe de que, mesmo perdendo, a gente sabia que o time ia lutar até o fim. Agora... é só silêncio. E isso dói mais que qualquer placar.


  • Fabiano Seixas Fernandes
    Fabiano Seixas Fernandes
    3.12.2025

    Esse time tá mais perdido que um pobre no shopping no Natal. E o pior? A torcida ainda acredita que vai virar. Mas não vai. Porque o problema não é o Flamengo. É o Inter. Eles não têm coragem. Não têm raça. Não têm nada. Só têm contrato. E o pior? O povo ainda canta o hino como se fosse 2006. Tá na hora de acordar. O futebol mudou. E o Inter... não.


  • Vitor Rafael Nascimento
    Vitor Rafael Nascimento
    4.12.2025

    Veja bem: a falha não é de um jogador, nem de um técnico - é sistêmica. O modelo de contratação do Inter, desde 2020, priorizou jogadores com perfil técnico, mas sem características de liderança emocional. A ausência de um núcleo de jogadores com experiência em pressão de alta intensidade (como os que atuaram em 2006 ou 2010) criou um vácuo de autoridade. Alan Patrick é um bom jogador, mas não é um líder nato - ele é um líder por nomeação, não por conquista. E isso explica o colapso psicológico em momentos decisivos. A solução? Não é trocar o técnico. É reconstruir o DNA do grupo.


  • Jaque Salles
    Jaque Salles
    5.12.2025

    Se vencerem contra o Ceará, já é um começo. Não precisa ser épico. Só precisa ser honesto. Jogar com garra, mesmo que não ganhe. A torcida não quer glória agora. Só quer ver que ainda existe alguém lá dentro que se importa. Um jogo só. Um único jogo com alma. E aí, talvez, a gente comece a acreditar de novo.


  • Alandenicio Alves
    Alandenicio Alves
    5.12.2025

    Agora o Alan Patrick tá virando santo? Ele fez o que? Sentou no banco e deixou o time desmoronar? O time tá péssimo, e ele tá fazendo discurso bonito. Isso não salva clube. Só salva a imagem dele. Se ele fosse de verdade um líder, já teria mandado todo mundo treinar de manhã, sem celular, sem desculpa. Mas não. Ele tá só falando. E aí? O que muda?


  • Paulo Roberto Celso Wanderley
    Paulo Roberto Celso Wanderley
    6.12.2025

    Esse time é um espetáculo de desastre controlado. O Flamengo não venceu por mérito - venceu porque o Inter entregou tudo num prato de prata. Sem pressão, sem identidade, sem fome. É como ver um leão se recusar a caçar. E o pior? A diretoria ainda acha que pode consertar isso com uma reunião e um discurso motivacional. Pode esquecer. O que falta aqui não é plano de jogo. É coragem. E isso não se compra. Nem se contrata. Só se nasce. Ou se constrói. E eles não construíram nada.


  • Ana Paula Martins
    Ana Paula Martins
    7.12.2025

    É de se registrar que, em termos estatísticos, a taxa de derrotas consecutivas contra clubes da região Sudeste apresenta uma correlação negativa com a eficácia tática do time em situações de transição defensiva. Além disso, o desempenho emocional dos jogadores, medido por índices de pressão psicológica, revela um padrão de desmotivação sistêmica. A análise qualitativa, por sua vez, aponta para uma desconexão entre a filosofia de jogo e a realidade do elenco. Portanto, a solução não é superficial.


  • Santana Anderson
    Santana Anderson
    8.12.2025

    EU NÃO AGUENTOOOOOOOOOOOOO!!! 😭💔💔💔 O INTER É MORTO!!! ELES TÁM PASSANDO A MÃO NA CABEÇA DO FLAMENGO E AINDA DIZEM QUE É "HUMILDADE"??? NÃO, NÃO É HUMILDADE, É DERROTA!!! E O ALAN PATRICK? ELE É O CAPITÃO DO DESASTRE!!! E O ABEL? ELE TÁ COM O PENTEADO MAIS CARO DO BRASIL E NÃO SABE O QUE FAZER COM O TIME!!! EU VOU ME MATAR SE PERDERMOS PRA O CEARÁ!!! 😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭


  • Rodrigo Molina de Oliveira
    Rodrigo Molina de Oliveira
    10.12.2025

    Esse momento é mais do que um fracasso esportivo. É um espelho da nossa sociedade. Nós queremos vitórias fáceis, mas não queremos sofrer. Queremos heróis, mas não queremos construir um time. O Inter foi campeão por ter raça, por ter história, por ter gente que se importava mais com o clube do que com o salário. Hoje? O clube virou uma empresa. E empresas não ganham Libertadores. Povos ganham. E o povo do Inter... tá esperando alguém voltar. Mas ninguém vai voltar. A gente tem que ser esse alguém. Agora. Hoje. No próximo jogo. Não com palavras. Com atitude.


  • Flávia Cardoso
    Flávia Cardoso
    11.12.2025

    Considerando a gravidade do contexto descrito, é imprescindível que a diretoria adote medidas estruturais, tais como a revisão do modelo de contratação, a implementação de um programa de desenvolvimento psicológico e a revisão do sistema de liderança dentro do elenco. A continuidade do status quo, em face da magnitude da crise, representa um risco institucional de longo prazo.


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